Rethinkingsmart

James Auger | workshop

Rethinking Smart

A actual chamada de propostas do programa da União Europeia Horizonte 2020 “Smart Anything Everywhere” convida a que se imagine o que "smart" (“inteligente”) pode significar num sentido mais amplo e mais aberto. Qualquer coisa. Em qualquer lugar.

No entanto, apesar desta abertura, o imaginário “smart” permanece estagnado. Porquê? Normalmente “Smart” combina um objeto ou sistema existente, como por exemplo, um frigorífico, carro, ou cidade - que é depois actualizado com a mais recente tecnologia sensorial ou computacional para alcançar um nível de autonomia ou agência.

Ainda que “smartness” (“inteligência”) como atributo possa parecer desejável, ao olharmos mais de perto, o conceito é, por vezes, extremamente decepcionante. “Smart” confunde-se facilmente com outros adjectivos, como "automático" ou "eficiente", resultando em produtos que, de forma preemptiva, satisfazem desejos básicos.

Os produtos “smart” podem, no entanto, reduzir a participação humana ou diminuir a possibilidade daquilo que é detectável ou quantificável. A automação funciona, de forma reconhecida, em diferentes níveis de “smart”: bombas inteligentes ou carros inteligentes. Guiar uma bomba é algo complexo e o sistema desenvolvido para alcançar este objectivo é, provavelmente, capaz de o fazer melhor do que um ser humano. Mas será eticamente inteligente? O mesmo se passa com o carro automatizado - muito inteligente mecanicamente e computacionalmente. Mas e socialmente? Experiencialmente? Ecologicamente? Existe ainda a questão do utilizador comum desses objectos inteligentes, que é predominantemente jovem, rico, e do sexo masculino - nunca uma família mista, complexa e com problemas.

Posto isto, o que podemos fazer para começar a desenvolver um novo conceito de “smart”? Que papel podem os designers desempenhar ao nível dos problemas sociais complexos que enfrentamos, para além dos produtos “smart” básicos? Como é que a investigação através do design pode ajudar a repensar a noção de “smartness”?

30 SET: 10H00 – 18H00 | Fundação Portuguesa das Comunicações, Museu das Comunicações | 15€