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Nas Margens - Cais do Sodré

EXPOSIÇÃO

24,25,26,27 Set
24, 25 e 26 de Setembro: 10h – 22h
27 de Setembro: 10h – 18h

Terminal Fluvial do Cais do Sodré
Entrada Livre

As exposições "Nas Margens" integradas nesta edição do festival são compostas por uma selecção de trabalhos espalhados em ambas as margens do Tejo. Partimos então com uma introdução à interactividade como uma das áreas da arte digital e novos media - através dos projetos selecionados - revelando diferentes formas de relacionar e aproximar o material e o digital, não só a um público já familiarizado e especializado, como também a transeuntes e passageiros da Transportes de Lisboa - que diariamente atravessam o rio.

Existem 4 locais diferentes onde poderá encontrar estes trabalhos:

Terminais Fluviais:
- Cais do Sodré
- Cais de Cacilhas

Margem Sul:
- Ginjal Terrace
- Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea

Nervous Structure
A série Nervous Structure consiste em instalações interactivas que giram em torno da ideia de interface, interpretado como o ponto de contacto entre duas entidades diferentes. O trabalho consiste em várias dessas interfaces: entre o espectador e a peça (uma interface humano-computador); entre o real e o virtual (a estrutura física e sua relação com a estrutura projectada); entre o que está em primeiro plano e segundo plano (a forma como a projecção interfere com a sua sombra). Estas instalações são constituídas por uma estrutura macia, feita de elástico ou spandex, e um projetor que a ilumina através de gráficos gerados por computador. Os utilizadores interagem com a peça movendo-se no campo de visão de uma câmara, que está ligada ao computador; este movimento é transformado pelo software em forças que afectam as linhas projectadas.

The Mamori Expedition
Uma instalação de madeira que replica o percurso que a artista Els Viaene efectuou durante uma expedição através da Floresta Amazónica em 2009. Os três braços de madeira da escultura são um modelo em escala do rio Amazonas e são preenchidos com água. Uns auscultadores e um hidrofone, permitem ""ouvir"" a água. Uma vez inserido o hidrofone na água podemos mover-nos ao longo das voltas e reviravoltas da escultura. Os sons gravados por Viaene durante a expedição são reproduzidos. A instalação Mamori Expedition catapulta o espectador para o meio da floresta amazónica e convida o espectador a explorar o rio e os seus sons de uma forma muito táctil.

Conceito, registo áudio e direcção técnica: Els Viaene / Estrutura de madeira: Jeroen Verschuren / Microfone: Johan Vandermaelen / Co-produção: Netwerk Aalst / Com o apoio das autoridades flamengas, Q-O2 and Werktank / Distribuição: Werktank

Paperbots
Paperbots é um pequeno dispositivo construído com LEGO Mindstorms que reage ao movimento ou à presença activando dobragens de papel. A sua construção combina um cálculo digital e físico, isto é, as propriedades cinéticas de um material de baixa tecnologia - a memória das dobras do papel - com alta tecnologia, a plasticidade do código e activadores mecânicos - como os encontrados nos LEGO Mindstorms. Os Paperbots são artbots que pretendem desafiar a percepção comum do que é um robot através das suas qualidades efémeras, fragilidade e ludicidade, assim como pela facilidade de construção e reprodução. Os objectos em exposição são resultantes do workshop realizado previamente para o festival.

Clouds Documentary
Uma nova geração de artistas e hackers emergiu na internet, inventando tecnologias open source para a arte e design. CLOUDS é um documentário interactivo e um retrato dessa comunidade de pioneiros digitais. A programação criativa é amplamente considerada o primeiro movimento de arte mundial da era da Internet, e CLOUDS é o documentário mais abrangente sobre o trabalho desses artistas. Uma nova modalidade de pesquisa dá aos espectadores a oportunidade de mergulhar mais profundamente em todas as 10 horas de entrevistas, com os 40 artistas em torno de 150 tópicos. Alguns dos participantes do documentário são: Aaron Koblin, Casey Reas, Daniel Shiffman, Golan Levin, Jesse Rosenberg, John Maeda, Karolina Sobecka, Kyle McDonald, Memo Akten e Zach Lieberman, entre outros

Amachina
Amachina toma a autonomia do interface para com o computador como uma mais valia para a obra de arte interactiva, uma posição que assenta na possibilidade de uma máquina interactiva sem controle digital se poder constituir enquanto interface entre humano e computador. Trata-se de fazer do interface a obra em si mesma, trazendo deste modo a atitude contemplativa do todo e a de descoberta do interface para um mesmo patamar; o teor de ruído que o interface pode trazer à contemplação da obra de arte interativa estará então atenuado.

ficha artística e técnica:
Autoria e Produção - José Carlos Neves;
Discussão Conceito - José Gomes Pinto;
Discussão Metodologia - Inês Secca Ruivo;
Consultoria - António Martins (eletrónica/ electronics), João Trindade (áudio/audio);
Beta Tester - Rebecca.;
Apoio - ULHT, Leroy Merlin;
Agradecimentos - Odete Barata Neves, Pedro Costa Silva (PtRobotics), Edward (Meccano Spares), Luís Costa e Marco Raposo.

Tweeting Antennas
Tweeting Antennas é uma instalação site-specific que explora a relação entre novos e velhos media no espaço urbano híbrido actual. Propõe-se a tornar visível os processos de comunicação digital que normalmente são invisíveis. Em particular, traduz tweetsgeo-localizados no movimento em tempo-real de uma antena de televisão de telhado. Para cada caractere alfabético a antena move-se para a posição correspondente do sistema do alfabeto semáforo. O projecto resulta de uma investigação sobre as relações entre as pessoas e a tecnologia no espaço urbano. Nas cidades actuais, os novos media e as tecnologias digitais são usados, maioritariamente, para finalidades de vigilância, controlo e publicidade. No entanto, nem sempre temos consciência da ubiquidade tecnológica na cidade e da forma como esta condiciona a nossa experiência do espaço urbano. Em última instância, ao tornarem-se mais organizadas e optimizadas para um melhor desempenho, as cidades correm o risco de minimizar o factor humano e o espaço para eventos espontâneos e aleatórios. O objectivo deste projecto é explorar as possibilidades das tecnologias digitais para a criação de intervenções urbanas que possam tornar a cidade um local mais lúdico, inesperado e heterogéneo. Ao apropriar media obsoletos, Tweeting Antennas propõe um jogo de contrastes dos processos de comunicação visíveis e invisíveis, da alta à baixa tecnologia, dos media contemporâneos aos obsoletos ou esquecidos e dos ambientes virtuais aos físicos. A primeira versão do projecto foi desenvolvida no âmbito do mestrado em Design de Comunicação e Novos Media na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

No contexto da exposição PLUNC a instalação vai ser colocada em dois locais diferentes, uma e cada margem. As antenas serão colocadas no terraço da Casa da Cerca de frente para o rio e para o Terminal Fluvial do Cais do Sodré. Um espectador terá de ir à Casa da Cerca para fisicamente ver as antenas em movimento. No terminal fluvial do Cais do Sodré estarão colocados binóculos onde os espectadores poderão ver remotamente as antenas a mover-se no outro lado do rio, após o envio de um tweet, remetendo para o universo da vigilância e da codificação de mensagens.