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Estética Aumentada

CONFERÊNCIA

25 Set
18h30

Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa - Auditório Lagoa Henriques
Entrada Livre

Tema: Partir da discussões de ""New aesthetics"" ou ""Post-Internet art"", ou ainda “post-digital aesthetics”, para debater as questões da estética pós-computacional.

Moderador: Fernando Nabais
Convidados: Sally-Jane Norman, Alex Rothera, Heitor Alvelos

A Estética resulta de um conjunto de construções culturais, sociais, religiosas, entre outras, suportada pela capacidade de percepção sensorial do ser humano. As limitações de largura de banda dos nossos sentidos moldaram naturalmente a dimensão figurativa da criação artística ao longo dos tempos, assim como a sua percepção. O ouvido humano tem uma largura de banda entre os 20Hz e os 20000Hz, mas os sons na natureza e mesmo os harmónicos dos instrumentos tradicionais têm frequências que vão muito para além destes limites. O mesmo se pode aplicar a todos os restantes sentidos. Como seria a história das artes visuais se todos fossemos daltónicos ou a da música se tivéssemos a capacidade auditiva de alguns dos animais que nos rodeiam? Os sensores e a computação actual permitem-nos percepcionar todo o tipo de informação do ambiente que nos rodeia e que até à pouco tempo nos era ""invisível"".

Fruto desta capacidade a comunidade científica tem explorado o tema da ""Beleza computacional"", focada na capacidade dos computadores percepcionarem e executarem criações artísticas à luz dos princípios da estética ""tradicional"". Será um computador capaz de criar autonomamente uma obra que os parâmetros tradicionais da avaliação artística considerem arte? Ou será possível desenvolver algoritmos que processem a informação de sensores de forma a avaliarem a dimensão artística de obras criadas por artistas humanos? Estas são algumas das questões que, por vezes até ironicamente, têm sido abordadas quer por artistas, quer por tecnólogos. Nesta conversa, o que se pretende debater é o espaço onde se situa no presente e se situará no futuro a estética, confrontada com um conjunto de fenómenos percepcionais e de materialização figurativa sem precedentes. Não se pretende discutir como o computador se situa e opera dentro dos parâmetros actuais da história da Arte mas como seria a história da Arte se tivesse sido escrita com a dimensão aumentada que hoje temos da realidade que nos rodeia, através dos sistemas computacionais.